
Desde que resolvi "acrescentar um plus a mais" (sim o pleonasmo é proposital), que minhas sextas feiras, salvo raríssimas exceções, têm sido uma bostejança só...
Aulas aos sábados, às 8hAM, são testes contínuos de resistência extrema.
Menos mal que às sextas raramente há futebol que preste. Em compensação, muitos shows de rock, extremamente maneiros, costumavam acontecer nestas datas.
Sem rock n' roll, quase sem futebol (assisti parte da partida entre Guarani X Bragantino, o que não valeu grandes coisas, vide a resenha da partida, abaixo), e precisando "parir" um parecer sobre "Lançamento Tributário", depois de trabalhar à exaustão, foi uma salvação poder assistir duas belíssimas partidas de basquete.
Flamengo 92 X 86 Joinville.
O Rubro Negro começou bem, chegou a abrir 11 X 0 no 1º quarto da partida, Já no 2º quarto, irreconhecível em quadra, chegou a tomar mais de 14 pontos consecutivos e a virada, em conseqüência. Melhor voltou no 3º quarto, voltando a abrir vantagem, de 10 pontos, mas, o 4º e último quarto reservou emoções dignas de teste cardíaco, com direito à virada do time sulista, comandado pelo Alberto Bial, irmão do repórter e apresentador do Big Brother, que tinha no seu n.º 5, se não me engano, a sua melhor armar, acertando seguidas bolas de três, enquanto que, pelo rubro-negro, Marcelinho errava passes (uns cinco em seguida) e até mesmo dois lances livres consecutivos. Fato raríssimo para um dos jogadores de melhor média de acertos de lances livres do basquetebol brasileiro.
Menos mal que a torcida apoiou, o treinador soube usar o tempo técnico, e o time conseguiu, à duras penas, vencer e fazer 2X0 no confronto, precisando apenas de mais uma vitória pra chegar às finais.
E Marcelinho, que mesmo errando tem muito crédito, ainda saiu de quadra como o cestinha da partida, com 32 pontos.
O que me impressiona, no Flamengo, é como o time consegue expandir-se no placar e depois esquecer-se que o basquete é um jogo de defesa e posse de bola. Como desperdiça bolas bobas, não deixa passar o tempo enquanto tem a posse, força jogadas sem sentido. Mas, quando precisa, vai lá e faz os pontos. Espero que as bolas continuem caindo. Embora preferisse não contar apenas com o talento (e a sorte?), dos nossos atletas, mas com um jogo melhor cadenciado, mais estratégico, e, é claro, sem desperdiçar o potencial e o talento de nossos jogadores. Ainda assim, somos os favoritos ao título, ao bi-campeonato.
Já lá nos EE UU, os LA Lakers fecharam à série da Conferência Oeste, em 4X2, com show de Kobi Bryant, fazendo 119 a 92. Quem queria assistir o (até então possível) confronto entre Nenê x Anderson Varejão, que espere pela próxima temporada. O Lakers mereceu a vitória de hoje, o título da Conferência Oeste, e vem voando em quadra. Kobi Bryant, é claro, foi o cestinha, com 35 pontos. Agora resta esperar a definição da Conferência Leste, em que o Cleveland Cavalliers tenta ultrapassar o Orlando Magic, numa disputa que está em 3X2 para o time da Flórida.
Infelizmente, não há como negar a diferença que existe entre o basquetebol jogado aqui, e o que se faz nas quadras da NBA. Ainda mais assistindo um jogo depois do outro.
Mal comparando. E bota mal nisso, é a distância que há entre os jogos da rodada de futebol deste meio de semana (e nem incluo neste comparativo a final da Champions League), e o que apresentaram Guarani e Bragantino, pela Segundona, hoje (noite de sexta, dia 29.05.2009). Tentei assistir o quanto pude. E até que vi um ou outro (raro) lance interessante, como uma entrada do (acredito eu que seja) lateral direito do Bragantino pela direita, finalizando para bela defesa do goleiro bugre. Até que fui brindado com um belíssimo gol do Walter Minhoca (aquele mesmo que andou pela Gávea, na época da "República de Ipatinga", no início dos trabalhos de Ney Franco pelo Rubro-Negro), em belíssimo chute de fora da área, fazendo 2X1, de virada para o Bugre. Logo depois de mais uma jogada mais forte da marcação, nem me lembro qual dos lados, zapeei a TV e achei o jogo do Fla pelo NBB. Ainda bem.
Ainda saíram mais dois gols na partida. Se antes Carlinhos, zagueiro do Bragantino, havia marcado, em falha grosseira de marcação do Guarani, em que a zaga o deixou sozinho em jogada de bola parada, num cruzamento frontal ao gol (assistência de Sérgio Manoel, aquele mesmo que jogou no Botafogo), para tocar pras redes, Bill fez o outro, empatando a partida, aos 25 do 2º tempo.
Pelo Bugre, além do gol do Minhoca, ocorrido aos 10' do 2º tempo, ainda aos 43 minutos do 1º, Cléber Goiano havia feito o gol que empatara a partida, e, somente nos fim, nos acréscimos, o Guarani conseguiria o gol que o manteve 100% na competição, com o providencial desvio de Maranhão.
Por outro lado, acabo de ver (no VT de Atlético Goianiense X Ponte Preta), um lance com o qual já estou ficando mal acostumado (no mal sentido). Um jogador rubro-negro perdendo gol claro em frente ao goleiro, praticamente batido.
De fato, os jogos de basquete foram bem melhores e mais empolgantes.
A notícia mais importante do dia, sobre futebol, foi o provável furo de reportagem do colunista Anselmo Góis, do O Globo:
Já estão escolhidas as 12 cidades onde serão os jogos da Copa de 2014, que a Fifa anuncia no domingo, em Nassau, nas Bahamas. São elas:
Rio de Janeiro
São Paulo
Belo Horizonte
Porto Alegre
Curitiba
Brasília
Cuiabá
Manaus
Fortaleza
Salvador
Recife
Natal
O Rio, como se sabe, será o endereço da final, chance da definitiva reabilitação do Maracanã, após a derrota de 1950. São Paulo, está quase certo, fica com o jogo de abertura - Belo Horizonte sua a camisa no lobby para tomar o lugar dos paulistas. Cuiabá venceu Campo Grande, pelo prestígio político de Blairo Maggi, o governador do Mato Grosso. Manaus ganhou de Belém e Rio Branco o privilégio de ser a sede amazônica e Natal levou a última vaga, derrubando Florianópolis, por razões políticas
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/#190958
Não vou comentar aqui sobre se esta ou aquela cidade deveria estar, ou não estar, nesta lista. Vou esperar pra ver o anúncio oficial e somente após a Dona FIFA se pronunciar é que tecerei comentários.
Domingo tem Adriano e Juan, que graças ao efeito suspensivo obtido pelo FLA (junto a um destes Tribunais Esportivos malucos que punem demais, pra depois anular a punição. Não seria melhor punir "menos", pra não ver a punição virar pizza, e até mesmo pra depois, quando necessário for, punir "mais" e a punição valer de fato?)
O Vasco vai pra Curitiba, defender os 100% de aproveitamento, com 10 reservas em campo, contra o Paraná. Não há como criticar. A prioridade, no ano, é a Série B, mas, no momento, não há como negar que a Copa do Brasil é mais atraente.
Ademais, a torcida cruzmaltina não tem que se preocupar. Sobem 4 pra Série A, e o Vasco, pela tradição, é favorito pra ser vice...rs
Aqui no VT, a Ponte já fez dois, mas um foi anulado. Li agora que o jogo terminou empatado.
Quanto aos pedidos de comentários sobre a "Máquina do Estreito", assim que eu assitir um jogo do Figueira, prometo, comentarei. Provavelmente precisarei de colaborações pra saber o que se passa no "mais querido de Florianópolis e São José", favorito à conquista do seu primeiro título de âmbito nacional.
Bom saber que o Nilmar confirmou apresentação à Seleção Nacional.
Finalmente vi no VT o gol do Rubro-Negro goiano, em belo cruzamento, escorado por Jaílson.
Já nas Laranjeiras, a notícia é de que o cara armado, que deu o tiro no treino, foi levado pelo Fernando Henrique. Punição sumária para o "Mãos de Maionese", afastado do Elenco.
Será que depois do retorno do Lúcio Flávio, não haverá um diretor, em General Severiano, interessado em trazer de volta o Sérgio Manoel?
Ainda não pude provar as belezinhas portuguesas. Mas já tem uma cervejada com amigos, marcada pra amanhã, no final da tarde.
Bom final de semana a todos.
E lembrem-se. O Cartola encerra duas horas antes do início da rodada.
Abraços!