sábado, 20 de junho de 2009

Roteiro da Cerveja: Schornstein – Pomerode – SC


A primeira cervejaria que visitamos, no Roteiro da Cerveja, já serviu, como indício, de que esta viagem deve ser feita por todos aqueles que amam uma boa bebida e que gostam de saborear uma boa cerveja.

Além da cuidadosa acolhida por parte da direção da cervejaria, que não funcionaria no feriado, mas que, mesmo assim, se prontificou a nos receber, disponibilizando um de seus mestres cervejeiros, Cláudio, que foi exclusivamente à cervejaria para nos guiar (e mais a um casal, de cervejeiros artesanais), na visitação.

Ficamos impressionados com a bela arquitetura da fábrica, instalada numa antiga tecelagem, vide a foto acima, tirada pela Bá na entrada do bar da cervejaria.

A Schornstein (que significa “chaminé”, nome inspirado pela antiga chaminé da tecelagem onde a cervejaria está instalada), foi fundada em 2006, portanto sua história ainda é recente. Sua produção é pequena, porém esmerada. Trata-se de uma cervejaria artesanal criada por sete amigos, colegas de MBA, cujo trabalho de conclusão foi sobre a criação da cervejaria, e a idéia teórica virou realidade.

O mestre cervejeiro, que fez sua formação teórica em Chicago, e a prática em Munique, depois foi trabalhar em lugares como a Rússia e o Casaquistão, antes de voltar para o Brasil, nos deu uma aula sobre cada etapa da fabricação, sobre os ingredientes, que seguem a “Reinheitsgebot” - Lei de Pureza da Cerveja (da Baviera, de 1516), ou seja, apenas água, malte de cevada e lúpulo (além da levedura de cerveja) que podem ser usados na fabricação do nosso “líquido sagrado”.

Mostrou-nos os tanques onde ocorrem a mostagem, depois os silos, ou tinas, onde as cervejas ficam “descansando”, enquanto as enzimas vão transformando açúcar em álcool e gás carbônico.

Os maltes (cereais, no caso, cevada, em processo de germinação), são importados da Alemanha, assim como o lúpulo, que só se desenvolve em temperaturas baixas prolongadas. Já a água é a mesma da rede pública da cidade, que passa por um processo de desclorificação, pois o cloro destruiria as enzimas, enquanto que água destilada seria desprovida de nutrientes necessários ao preparo da cerveja. Ou seja, põe por terra também a teoria de que a água mineral seria indispensável para a fabricação de uma boa cerveja.

Na área onde ficam as tinas dos tipos de cerveja produzidos pela Schornstein, ainda frescas, não pasteurizadas, e por isso ainda em estado de chopp, foi onde passamos pela fase mais aguardada, e porque não dizer, mais gostosa, da visitação. A degustação.

Falaremos sobre os sabores dos chopps diretamente retirados das tinas da cervejaria no próximo post.

; )

Fonte da Foto: Bárbara Lorenzi, com uma Canon Power Shot A350. Na imagem, Daniel Konan, Eu, Vivi e Sandra (da esquerda para a direita), na entrada do Bar da Cervejaria Schornstein, em Pomerode – SC

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Finalmente a Seleção jogou bem.


A Seleção Brasileira venceu a Norte Americana, jogando bem, por 3 x 0, graças às mudanças promovidas pelo treinador Dunga, que lançou André Santos, na lateral esquerda, Miranda na zaga (no lugar de Juan, poupado), e Ramires (destaque na foto ao lado), no meio campo, como titulares, e com o retorno ao time do lateral direito Maicon, que fez o cruzamento para o 1º gol, de Felipe Melo, e ainda fez um golaço, o 3º da partida. O 2º nasceu de uma excelente jogada de Ramires, que recebeu passe preciso de Kaká e correu por cerca de 45 metros, antes de servir Robinho, que só teve o trabalho de concluir para as redes. Pra mim, o mais belo gol da partida, uma bela jogada, num contra-ataque mortal.

Que doce problema terá o Dunga a resolver. Dani Alves ou Maicon? Elano ou Ramires? A única questão que pra mim, pelo menos no curso desta Copa das Confederações, estaria cabalmente respondida é sobre o lateral esquerdo. Sem dúvidas, o corintiano André Santos é melhor, ou está em um melhor momento, do que o Kleber, do Inter.

Hoje, quem destoou foi o Luís Fabiano. Acho que está na hora dele curtir um banco. Queria ver mais o Nilmar em campo, já que o Dunga não deve ter visto, lido, ou se informado acerca da última temporada do campeonato alemão e, deve ser por isso que não convocou o Grafite. Que pena o “Bolão”, apesar do gol de ontem tê-lo emagrecido uns quilinhos, ainda estar fora de forma, assim como o Adriano, que mesmo tendo perdido um ou mais quilos, ainda está longe de ser o Imperador.
Aliás, quem quiser concorrer, o Flamengo, em seu site oficial, está fazendo um concurso para a escolha do n.º que o Adriano vestirá, em definitivo, em sua estada de recuperação na Gávea: http://www.flamengo.com.br/.

Ainda sobre a Copa das Confederações, finalmente, deu zebra, e foi egípcia. Ou seria “egipciana”, como diria meu nobre “cumpadi”, Daniel Konan (“Nós somos ‘egipcianos'..." Ao som do hino da República Árabe do Egito, na abertura da partida entre Brasil X Egito)? O fato é que o Egito, atual campeão africano, conseguiu um feito histórico ao vencer, hoje à tarde, a poderosa “Esquadra Azurra”, atual campeã mundial, por 1x0, gol do nome do jogo, “Homos”. Já o homem do jogo foi o goleiro egípcio, El Hadary, que defendeu 4 petardos de Iaquinta, 3 deles à queima roupa e no 2º tempo, além de um belo chute frontal do meio-campo Montolivo, da Fiorentina. Ah se fosse no Cartola e eu o tivesse no meu time... A Itália vai ter de partir pra cima da nossa Seleção e, se Ramires estiver no time, e fizer como hoje pela manhã, em que participou dos três gols, certamente poderemos nos aproveitar de uns bons contra-ataques. Mas o jogo de domingo tem tudo pra ser realmente duro. Em nada parecido com o do início do ano. Odeio a lembrança de poder jogar contra a Itália com a vantagem do empate... E ainda mais quando eles têm entre seus jogadores um Rossi. Pra piorar, atualmente eles têm dois (Rossi e De Rossi).


Os tricolores paulistas, acostumados a serem os bichos-papão nas Libertadores, há dois anos morrem na mesma fase da competição. O Cruzeiro venceu o São Paulo, em pleno Morumbi, com bastante autoridade, fazendo 0x2, jogando bem, enquanto o São Paulo perdia a cabeça e, ainda enquanto o placar não havia sido inaugurado, no final do 1º tempo, perdia o seu primeiro jogador, o botinudo Eduardo Costa, com o 2º cartão amarelo, por falta duríssima e desnecessária. Aliás, estava na hora de um árbitro ver que o São Paulo, há anos, joga não futebol, mas “chute-canela”, de maneira disfarçada, com direito a revezamento, é verdade. Tudo “dentro das regras”. A Raposa, ainda sofreu um pouco de pressão desordenada, no início da 2ª etapa, mas, aproveitando a vantagem numérica passou a tocar e bola e, após uma bela seqüência de toques, na intermediária da área do São Paulo, a bola foi tocada pra Henrique, que num chute de fora da área marcou um golaço. Depois, Andre Dias meio que se protegendo, projeta o braço em direção à bola, dentro de sua área de defesa, expulsão e pênalti, convertido pelo “Gladiador” Kleber, mais uma vez cassado em campo pela marcação são-paulina. O árbitro ainda aliviou em duas ocasiões, que poderiam ter gerado mais expulsões de jogadores tricolores. Renato Silva pisa deliberadamente Gerson Magrão, na linha de fundo são paulina. Acho que sequer tomou cartão, e, depois, Borges, que nada de bom fez durante a partida, agride Kleber, mas recebeu apenas um cartão amarelo.

Grêmio X Cruzeiro numa semifinal da Copa Libertadores. Na outra se encontram Estudiantes, do “Brujo” Verón, que hoje venceu o Defensor do Uruguai, contra o Nacional, outro Uruguai, que ontem eliminou o Palmeiras.

Sei que estou devendo a continuação sobre o Roteiro das Cervejas. Só que não estou encontrando as anotações com os comentários sobre cada tipo diferente de chopes e cervejas saboreadas durante a viagem e as visitações às cervejarias. Assim que achá-las (a Vivi deve saber onde está), vou organizar e postar. Se possível, durante o final de semana.

PS: Então as equipes da F1 (oito delas, integrants da FOTA), se reuniram e decidiram formar uma nova categoria, em resposta às normas de contenção de gastos ditadas pelo todo-poderoso cartola Max Mosley, presidente da FIA? Ou a FIA recua, ou veremos a morte da principal categoria do automobilismo mundial. E o surgimento de uma nova e, talvez, até mais atraente forma de campeonato de corridas de carros. Aposto minhas fichas no recuo da FIA.

Fonte da Foto: http://br.esportes.yahoo.com/fotos/fotos-esportes-ramires-espera-seguir-brilhando-18062009-71.html

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Rumo ao "El Dourado" Catarinense, o "roteiro dos líquidos sagrados".


Após a belíssima e faustosa recepção em Florianópolis, rumamos, Eu, Vivi, Daniel Konan, Bá e sua mãe, Sandra, rumo ao “paraíso catarinense”. Não, não era o paraíso uma das trocentas belíssimas praias da Ilha. Saímos de Florianópolis, rumo ao norte do estado, em direção ao interior, em busca do caminho dos “líquidos sagrados”...

Na viagem, belas paisagens, desde a saída de Floripa, passando por vários lugares, ora com praias, ora com pastagens. Passamos ao largo de Balneário Camburiú. Talvez, uma das praias mais conhecidas do Sul, até que nos direcionamos mais ainda para dentro do continente, deixando o belo litoral para trás.

Passamos por cidadezinhas tecelãs, pela sede de uma das maiores empresas do agronegócio mundial, até que nos perdemos, nas proximidades de Blumenau, em direção à Pomerode. Pegamos uma estrada paralela que nos levou à Massaranduba. Isso mesmo. Não é coisa do Casseta & Planeta. Existe uma cidade com este nome. A da foto aí de cima.

Voltamos e pegamos o caminho certo até chegarmos ao roteiro. Roteiro este que inclui as cidades de: Pomerode, Indaial, Timbó, Gaspar, Brusque e, é claro, Blumenau, onde ocorre a maior festa da cerveja no Brasil, a 2ª maior do mundo, a Oktoberfest. Só perde para a original, de Munique.

Como as cervejarias só abriam a visitação, em sua maioria, após as cinco da tarde, ficaria difícil vermos todas. Ainda mais indo num dia pra voltar no outro. Aliás, pra quem já amanheceu em bar, pra quem já abriu bar às 6hAM, só poder visitar uma cervejaria às 17h é meio surreal. Decerto que não seria viável irmos a todas as cervejarias, tivemos de abrir mão das mais distantes. Com pesar, excluímos as de Timbó e de Indaial.

Todavia, em Pomerode, numa cervejaria, ainda pequena, que mantêm as características de uma cervejaria artesanal, começamos a nossa Maratona, o nosso Enduro Etílico.

Entretanto, apesar de termos nos perdido na estrada, ainda assim chegamos cedo à cidade. A visitação à fábrica da Schornstein estava marcada para as 14h, enquanto passava pouco mais que meio dia quando chegamos à cidade, pequena, mas bela, e sem nada mais o que fazer. Encontramos um excelente restaurante, o "Siedlertal", cozinha alemã de verdade. Destaque para o joelho de porco (einsbein), e para o marreco, dentre outros pratos maravilhosamente elaborados, apreciados e regados a um excelente chopp de Joinville. OPA Bier, que nem estava na programação e foi uma grata surpresa, além de um bom começo para a nossa jornada.

Em breve, os detalhes da visitação à cervejaria, a aula sobre como se faz uma boa cerveja, e a prova dos chopps diretamente tirados de um tonel, antes de estarem prontos, dentre estes, um que sequer ainda foi lançado no mercado.

Fonte da foto: Eu mesmo, enquanto fumava, no portal da cidade de Massaranduba.

Fenomenal. Timão abre vantagem na final.


Com gols de Jorge Henrique e Ronaldo, o Corinthians fez 2x0 sobre o Internacional, no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil.

O Corinthians se lançou ao ataque e conquistou uma bela vantagem para a partida de volta, das finais da Copa do Brasil 2009. Desde o 1º tempo o Corinthians mostrou que partiria pro ataque, se aproveitaria do fator campo, dos desfalques do Internacional, do apoio da torcida, e de uma quebra de jejum, incomum, do "Fenômeno".
É verdade que o Inter lutou, teve chances claras de gols, e o Rubro-Negro, hoje Colorado, Andrezinho, quase deixou o dele, mas, o Timão mostrou força e raça na defesa, classe e disposição no ataque. Taison, o melhor Colorado em campo teve boas oportunidades, defendidas pelo goleiro Felipe, o melhor alvinegro da partida.

Agora, é esperar até 1º de julho e ver se o Inter conseguirá a "virada", ou se o Timão conseguirá manter a boa vantagem obtida na partida de hoje.

Aqui no Blog, a disputa foi equilibrada, resultando em empate na enquete.
Seria um sinal de disputa por penaltis?

Enquanto isso, na Copa Libertadores da América...

Não deu pro Palmeiras. Lutou, jogou melhor, teve chances, lances polêmicos,
Gols perdidos por Obina (nós, rubro-negros, sabemos como dói isso), de nada adiantou a torcida do nosso Felipão, por uma final brasileira da Libertadores, entre Palmeiras X Grêmio.

Já o Grêmio...
Criou chances, mas, ainda assim não conseguiu vencer. Segue na competição por não ter levado gols em casa. Jogando mal fora, empatou em 1x1. Jogando melhor, mas sem fazer gols, bastou o empate em 0x0 para avançar às semifinais.

Amanhã teremos São Paulo X Cruzeiro. Que repetição de jogo veremos? O último, pelo Brasileirão, também realizado no Morumbi, em que o Tricolor Paulista venceu por 3x0, ou a Reedição da partida anterior pela Libertadores, em que a Raposa se deu bem, só que jogando em casa?

Falando em Reedição, não me esqueci que tenho de postar meus comentários sobre a partida de Guga Kuerten X Sergi Bruguera, em reedição da final da 1ª conquista de Guga em Roland Garros, 12 anos depois, em Florianópolis. Partida esta que tivemos o prazer de assistir ao vivo, à cores e de pertinho...

E, também em breve, agora que estamos de volta ao Rio, os relatos do "Enduro Etílico" no "Roteiro da Cerveja", em Blumenau, Pomerode e Brusque, durante o feriado passado, onde, até mesmo um chopp inédito, ainda não lançado, foi saboreado, numa prova oferecida, diretamente do tonel, pelo simpaticíssimo Mestre-Cervejeiro de uma das melhores cervejarias artesanais da região. Meu nobre compadre e tovarish, Daniel "Konan" que o diga...

Portanto, em breve, a publicação dos "diários de bordo", dos relatos da viagem rumo ao paraíso brasileiro da boa cerva.

Voltando ao futebol, falemos da Copa das Confederações.

A Fúria sofreu pra conseguir o golzinho salvador de David Villa, igualando Brasil, França e Austrália, na maior série de vitórias seguidas, entre seleções (14 vitórias). Já a África do Sul conseguiu uma convincente vitória sobre o Iraque (2x0), obra do trabalho do "Papai Joel", no comando e do bom artilheiro, Bernard Parker. A encrenca agora pro Joel "Natalino" é não perder pra Espanha na última rodada da fase de grupos, o que garantirá sua equipe nas semifinais da Copa das Confederações. O Iraque só precisará ganhar por mais de dois gols da Nova Zelândia, caso os "Bufana, Bufana" sejam derrotados por David Villa, Fernando Torres, Xavi & Cia, pelo placar mínimo...

Seja como for, melhor a Seleção jogar bem amanhã, poupando ou não jogadores, afinal os E.E.U.U. já mostraram do que são capazes no 1º tempo contra a Itália. Melhor não ter de decidir a classificação, e o 1º lugar do grupo, domingo, contra a "Azurra".

PS: Mais um vexame Rubro-Negro para o Mural da Vergonha da Gávea... Deste jeito, eu nunca irei visitar meus amigos em Curitiba.


Fonte da foto: http://espnbrasil.terra.com.br/agora

sábado, 13 de junho de 2009

AlcooRoll em Florianópolis.


Chegamos a Florianópolis. Além da carinhosa recepção já tínhamos uma programação que incluía os três assuntos tratados aqui no Alcooroll, num mesmo momento e lugar. O “Chopp do Gus”, em Kobrasol (no continente), na noite da partida do Brasil contra o Paraguai, pelas Eliminatórias da Copa 2010, e ainda com apresentação da banda “cover”, “Panela Rock”, que eu já havia tido o prazer de conhecer em outubro passado.

Antes, na parte da tarde, a obrigatória visita ao Mercado Municipal, onde, além dos souvenires, e das peixarias, encontram-se alguns quiosques, dentre estes o mais famoso é o Box 32, mas, por ficar em parte interna (proibido para fumantes), preferimos sempre os boxes do vão do mercado, onde provamos ostras fresquinhas, dúzias delas, regadas a uma boa cerveja, infelizmente, uma das mais vendidas no Brasil, da Ambev, agora “AB InBev”, mesmo.

Entrementes, nada como ser recebido pelos locais. E, saindo do mercado fomos apresentados a uma preciosidade que infelizmente possui pouco destaque, mesmo por aqui, no Sul do País. A Colônia, produzida em Toledo – PR. Boa cerveja, não deixa nada a dever às mais bebidas do país, lembrando inclusive, em muitos aspectos, a “nossa” Itaipava, só que mais suave ainda. Perfeita para festas, churrascos, graças ao seu “drinkability”. Fácil de beber, com pouco amargor e retrogosto, e laureada com vários prêmios, sendo três ITQI, na Bélgica, nos anos de 2007, 2008 e 2009, em sua versão Pilsen, a única que encontrei e provei (por enquanto); mais dois ITQI na versão Extra, anos de 2008 e 2009; e além de mais 3 ITQI (em 2007, 2008 e 2009), duas medalhas de bronze, anos de 2008 e 2009, no Australian International Beer Awards. Seria tão bom ter a opção de comprar esta cervejinha nos mercados do Rio.

À noite, no “Chopp do Gus”, um excelente espaço coberto, onde, por também ser tabacaria, ainda se é permitido fumar. Arquitetura rústica e caprichada, com um único ambiente, separados em áreas do balcão do bar, das mesas e do palco, grande o suficiente para caber uma banda de rock completa. Nas paredes, decoração ligada ao Rock N`Roll e ao mundo “POP”, com vários quadros legais e divertidos, além de TVs de LCD, onde passam clipes e jogos. Com “Chopp Card”, o cartão da casa, os clientes VIPs pagam apenas R$1,99 pela caldereta de Chopp (Brahma). Para comer, recomendo a Fajita de Mignon, tiras de filé, pimentões e cebolas, em molho shoyu, e tempero de especiarias, acompanhando cesta de pães.

Surreal assistir o jogo do Brasil, ouvindo a banda tocar ao mesmo tempo. E o vocalista provocando os Argentinos, derrotados pelo Equador por 2x0. Depois todos sofrermos com o gol de Cabañas, para depois comemorarmos o gol de Robinho e nos regozijarmos com o gol do Nilmar. Literalmente, a Seleção jogava por música, em ritmo de rock n`roll, ora frenético, ora harmônico.

O Panela Rock não se limita a um só estilo de rock, tocando desde Jethro Tull (a indefectível “Aqualang”); Deep Purple (Highway Star); Pink Floyd (The Wall, partes II e III); Guns N`Roses (November Rain e Sweet Child O`Mine); Whitesnake (Love And No Stranger), à U2 (Pride). Virava e mexia o vocalista perguntava, quem tinha feito o gol, ou fazia alguma referência à partida. Chopp Brahma, futebol e rock n`roll, tudo ao mesmo tempo... Uma mostra de que Florianópolis não se resume à Ilha.

Em breve, falaremos do “Roteiro da Cerveja”, em Blumenal e cidades próximas, onde passamos o feriado, visitando cervejarias.

Foto do exato momento do gol de empate do Brasil feita pela Viviane Gorgati Viegas no Bar e Tabacaria Chopp do Gus: http://www.choppdogus.com.br/ ouvindo Panela Rock: http://www.panelarock.com/.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Como assim?


Eu não vi a partida, estava numa Festa Italiana, no Forte de Copacabana, e não acreditei quando, na volta, liguei o rádio do carro e ouvi os comentários sobre a partida, que já se encaminhava para o seu final. Somente depois, vendo os comentários na TV, os lances, os gols, consegui acreditar, mas não se pode nem tentar conseguir entender o que se passou na "BombonIlha", agora também chamada de "Ilha de Lost".

O Flamengo estava, até a metade do primeiro tempo, fazendo uma excelente, e até surpreendente, partida, ganhando de um difícil adversário em seu alçapão, por 2X0.

O que ocorreu depois, muito provavelmente, nem mesmo em cem anos veremos ocorrer de novo, em qualquer campeonato de primeira divisão das principais praças de futebol. Os 4 gols em 8 minutos, que deram a virada ao Sport, nem mesmo um time, de sacanagem, querendo tomar os gols, conseguiria o intento. E só não foi pior porque, no segundo tempo, Bruno, que havia falhado clamurosamente no primeiro gol, consegue voltar e espalmar uma linda bola por cobertura, tentada por Sandro Goiano.

O pior, para o Flamengo, é que tal "façanha" às avessas é apenas mais uma, pro mural da vergonha da Gávea, nos últimos tempos. Junta-se aos vexames: da final da Copa do Brasil de 2004, em que perdemos em casa pro Santo André; à derrota por 4x1 para o Madureira, à derrota pro América do México, por 3x0 no Maracanã, pela Libertadores; Aos 3x0 pro Atlético Mineiro, no Brasileirão do ano passado, ao empate em 3x3 pro Goiás, também no brasileirão 2008; e aos 3x1 da Taça Guanabara deste ano, pro Resende. Soberba? Displicência? Salários Atrasados? Crise de comando no time? Falta de estrutura? Nada disso justifica tais resultados vexatórios. O time atual tem vários integrantes que passaram pela maioria destes vexames. E ainda assim não têm vergonha na cara? Não aprendem? Onde está o orgulho de ser rubro-negro, penta-campeão brasileiro e Penta-Tri estadual? Onde estão os Reis do Rio? Espero que entrem em campo, no próximo final de semana, em Curitiba.

Os que não entrarão em campo no próximo final de semana serão Kleber, do Cruzeiro e Lauro do Inter. Protagonizaram a outra vergonha da rodada passada. Um pisando no outro, outro dando pontapé na canela do primeiro... É verdade que o gladiador provoca, e, pelo menos Lauro reconheceu que fez besteira.

Da rodada passada, de bom, fica o golaço do Fred, que levou o tricolor à vitória, no "Clássico Vovô".

E hoje tem Seleção. Espero que com nova vitória e assumindo o primeiro lugar isolado das eliminatórias pra Africa do Sul 2010. Não me importa se com Pato, ou com Nilmar. Só não deixem o Cabañas solto.

Em breve, postando de Florianópolis, devo começar as resenhas cervejísticas.
Forte Abraço!

sábado, 6 de junho de 2009

Brasil joga mal. E ainda assim goleia.


Quebrando uma escrita de 33 anos, a Seleção venceu o Uruguai por 4X0, em pleno Estádio Centenário, o mesmo construído pro Mundial de 1930. Irônico foi ver a manifestação da torcida cisplatina, antes da partida começar, estendendo uma camisa da seleção azul celeste, com os dizeres: 1950 / 2014. Só que eles precisam chegar em 2014. Nós seremos os anfitriões.

Eles como anfitriões, nos receberam muito bem, tanto que o goleirinho deles aceitou o chute despretensioso de Daniel Alves. Brasil 1X0 Cisplatina.

Continuamos jogando mal. Parecia jogo de penal. A bola vai, a bola volta. E defesa? O goleirão Julio César que se vire com isso.

Ainda bem que se saiu bem, e o Brasil, após escanteio, que o goleirinho cisplatino conseguiu defender a bola escorada por Juan. Continuou insistindo e, na sobra, Juan, se antecipou ao goleiro uruguaio e marcou o segundo.

Que bom ouvir o apito do árbitro, encerrando o 1º tempo, com o Brasil ganhando por 2x0. Que pena que o soprador de apito não marcou a falta que Kleber fez, na entrada de nossa área, nem deu falta, que mereceria cartão, de um cisplatino num jogador nosso, na lateral esquerda.

Pior foi quando o árbitro (alguém me informe o nome deste cidadão argentino), que não deu pênalti em entrada duríssima da zaga uruguaia, sobre Luis Fabiano.

Na volta pro 2º tempo, o Brasil continuava atrás demais, rifando bolas demais, mas, não é que numa belíssima jogada, iniciada por Felipe Melo, em passe para Robinho, que tocou para Kaká, “derivar” (melhor seria centrar), tocando para Elano encontrar Luís Fabiano livre pela esquerda e este chutar pras redes, sem defesa pro goleiro, único gol digno de nota, de uma boa jogada.

Luís Fabiano, que deveria ter sido sacado, por já ter cartão amarelo, por não poder jogar o próximo jogo, pelo placar favorável em 3x0, e por precisarmos colocar o Nilmar em campo, ainda assim foi mantido em campo até tomar o segundo amarelo, em lance duvidoso, no qual não merecia receber o cartão (por simulação quando não o fez).

Mas mesmo assim, com o Uruguai se lançando desesperadamente ao ataque, e o nome mais falado naquele momento, na partida, ser o do Júlio César, Melhor goleiro do mundo em atividade, ainda assim o Brasil se salvou do mau momento na partida, embora tenhamos imposto um vitória graúda, com o penalti bem marcado sobre Kaká. Que ele mesmo bateu e converteu.

0 x 4 em pleno Estádio Centenário. Ou seria: "Centenarazzo"?

Fonte da foto: http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2009/06/06/brasil-atropela-uruguai-quebra-tabu-fica-muito-perto-da-vaga-para-2010-756230298.asp