quinta-feira, 5 de maio de 2011

Invencível, imbatível, incontestável, INVICTO!


O Flamengo, mesmo sem mostrar, em nenhuma partida do campeonato estadual deste ano, o futebol que a torcida espera que o time jogue, conquistou no último domingo, dia 1º de maio de 2011, seu 32º título estadual, 1º sob a gestão de Patrícia Amorim (foto). Rei do Rio já era, e agora põe vantagem sobre seus demais rivais.

A conquista invicta, e antecipada, por vencer tanto a Taça Guanabara, sobre o Boavista, em golaço do Ronaldinho Gaúcho, de falta, e a Taça Rio, após vencer, nos pênaltis, o Vasco da Gama (vice de novo na Taça Rio, mas apenas sexto colocado no estadual, atrás de Boavista e Olaria), fez do Fluminense o seu atual vice. Está faltando um tri somente em cima do Tricolor das Laranjeiras.

E está faltando ao time jogar um bom futebol, ainda mais levando-se em consideração que temos no time jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Tiago Neves. Tanto é que o treinador Wanderley Luxemburgo admitiu que hoje, no futebol brasileiro, somente dois times podem dar shows. Santos e Cruzeiro.

Mas, peraí? O Santos, ontem, na Libertadores, jogou na retranca e não fosse o bom goleiro Rafael, teria sido eliminado da Libertadores 2011. Já o Cruzeiro, melhor time classificado na 1ª fase da Libertadores 2011, hoje, foi eliminado, em casa (se não em casa, pelo menos em Minas Gerais), após perder por 2x0 do Once Caldas, pior classificado da 1ª fase. Apesar da garfada que tomaram no golaço mal anulado de Gilberto. Ainda assim já estava 2x0 pro adversário. Inexplicavel.

E não foi só o Cruzeiro. Inacreditavelmente, quatro times brasileiros foram eliminados da Copa Libertadores nesta noite. O Internacional, em casa, perdeu por 2x1, de virada, para o Peñarol, do Uruguay. O Fluminense perdeu por 3x0 (bastavam 2x0), pelo Libertad do Paraguay, enquanto o Grêmio, que já havia perdido em casa, perdeu de novo para o Universidad Católica do Chile.

Somando-se a tais eliminações a não classificação do Corinthians, eliminado ainda na Pré-Libertadores, pelo Tolima, fato que culminou com a aposentadoria (precoce?) do Ronaldo Fenômeno, temos o pior desempenho de times brasileiros em Libertadores da qual tenho memória.

Não sou de secar os rivais em competições nas quais meu time não está participando, até mas competições em que ele participa consigo torcer pelos rivais, para avançarem e se encontrarem com o meu Mengão nas finais. Por isso lamento profundamente esta noite macabra para o futebol brasileiro.

Entretanto, comparando o desempenho do meu time com os demais, eliminados na Libertadores, até que o título estadual, invicto, apesar de não jogar bem, inusitadamente ganhou um gosto diferente, e melhorado.

Em tempo, peço desculpas pela longa ausência, mas, problemas extra futebol têm me tirado do sério a ponto de perder o prazer de fazer coisas que comumente gosto, como escreve aqui no blog.

Espero conseguir escrever algo sobre a final da Champions League, em que o Barcelona, ao fim da “maratona” dos 4 confrontos contra o Real Madrid, apesar de perder a Copa do Rei, acabou se saindo melhor, tanto na Champions League, quanto em La Liga. Enquanto o Manchester United se classificou com facilidade, sobre o Shalke 04. E sobre a Copa do Brasil. São Paulo venceu o Avaí hoje. Vasco empatou com o Furacão, Coritiba põe sua séria de vitórias seguidas em prova contra um adversário de peso, o Palmeiras recém eliminado do Paulistinha e o Mengão joga contra o Ceará para ser novamente campeão estadual, desta vez, além de carioca, cearense (já eliminou o Fortaleza e o desconhecido Horizonte - CE).

Até breve. E sem freio!

Fonte da foto: http://galeracontatudo.fashionblog.com.br/160897/Flamengo-Campeao-Carioca-2011/

terça-feira, 8 de março de 2011

Bonde Sem Freio do Barcelona


O Barcelona reverteu nesta tarde o resultado adverso na 1ª partida pelas oitavas de final da UEFA – Heineken - Champions League, (Arsenal 1x0 Barcelona), e cravou 3x1 no Nou Camp, Dois gols de Messi (um de pênalti), e um de Xavi. Bousquet (contra) fez o gol dos Gunners.

Foi um jogo de ataque contra defesa. O Barcelona atacou o tempo todo. O Arsenal se defendeu e poucos contra ataques teve. Na maior parte do tempo a bola não passou pela linha de três volantes do Barça, montada no meio de campo. Messi, em bela jogada abriu o placar.
Mesmo assim, apesar da superioridade do Barcelona na partida, a vitória veio à duras penas, e com lances polêmicos, como o da expulsão de Van Persie, que tomou um segundo cartão amarelo imerecido, no início do 2º tempo, por concluir uma jogada, chutando a bola quando havia sido marcada posição de impedimento. Ainda assim, o atacante holandês mereceu tomar o cartão vermelho no lance em que desferiu um tapa na face do brasileiro Daniel Alves, ainda no 1º tempo, e a arbitragem apenas amarelou. Isso quando o Arsenal havia conseguido o empate, em gol contra de Sérgio Bousquet, escorando escanteio.

O Barça que era só ataque, fez o segundo, em bela trama que resulta na conclusão de Xavii. Já no lance do pênalti, o zagueiro até não teve intenção de cometê-lo, mas, chega atrasado e provoca o choque. Penalidade marcada, que Messi converteu. Com menos um e sem ligar contra ataques, apesar de lançar Arshavin (como assim este russo está na reserva?), o time de Arsenè Wenger não conseguiu achar o gol que os manteria na Champions League. Final: Barcelona 3x1 Arsenal.
Enquanto isso, o Shaktar Donestki venceu a Roma por 3x0. Roma que, eliminada da Champions League, já havia anunciado a rescisão de contrato do atacante Adriano, o que já provoca alvoroço na mídia sobre o possível retorno do Imperador à Gávea. Além de ficar claro que a fase da Roma é das piores, a situação do Adriano, que teve seis jogos pelo time da capital italiana, sem marcar gols, e com problemas de atrasos em apresentações e faltas a treinos, além de uma séria contusão no ombro, também não é das melhores.

Sobram dúvidas quanto à possibilidade de Adriano, essencial na campanha do Hexa-Brasileiro, ser atualmente, útil ao time do Flamengo, que, até precisa de um centroavante, mas, que já tem que se desdobrar para administrar a presença uma grande estrela da bola no elenco.
Alheio a tudo isso, Ronaldinho Gaúcho (cada vez mais carioca), desfilou em várias escolas de samba, e no próprio bloco de carnaval (Samba, Amor e Paixão), Tiago Neves, antenado e ligado nas novidades, acredita que tem espaço para o Adriano no time. Mas, será mesmo que cabe mais um no Bonde do Mengão Sem Freio?


Fonte da foto: http://www.uefa.com/uefachampionsleague/matches/season=2011/round=2000119/match=2003764/postmatch/report/index.html

sexta-feira, 4 de março de 2011

“Michael Jackson” Dá de Quatro!


E o Palmeiras ganhou de 5 x 1 contra a equipe do Comercial de Piauí e se classificou para a segunda fase da Copa do Brasil, enquanto o Botafogo com um gol, no mínimo duvidoso, conseguiu levar o “poderoso" River Plate, de Sergipe, para os pênaltis, e mostrou que, neste tipo de disputa, conta mais a camisa do que sorte.

Enquanto isso, na Gávea, o Flamengo, já nas prévias carnavalescas, comemora a Taça Guanabara (mais uma), e lança as camisas novas, bonitas (até que enfim), apesar da esdrúxula cor laranja do nome do patrocinador nas mangas. A camisa n.º 2, alusiva ao Título Mundial de 1981 é deslumbrante. Teve um errinho na grafia de Tokyo, ou Tóquio, mas nunca “Tokio”, porém, a Olympikus já foi avisada sobre o erro. Gafe menor, com possibilidade de correção, ocorreu com a ausência do Astro da Companhia, e autor do gol do título (golaço que lembra o ídolo maior Zico – Parabéns pelos 58 anos de glórias, Galinho), que preferiu bancar uma de “modelo” da própria linha de camisas. Dava para fazer as duas coisas até no mesmo dia R10, mas, não podia deixar a apresentação da nova versão do Manto Sagrado na mão.

Já no Engenhão, o Glorioso mais choroso do Brasil teve uma bela ajuda da arbitragem, que marcou gol em bola que repica na linha, saí, mas, mesmo assim, a arbitragem validou como gol. Fazer o que? O River Plate genérico, após vencer o alvinegro por 1x0 na 1ª partida, não conseguiu fazer uma boa partida de volta e transformar os contra-ataques em gols, o que “poria fogo” na crise que parece já ter formado o cerco ao “quartel” de General Severiano.

Papai Joel, o Natalino, saiu abraçado pelos jogadores depois da disputa de pênaltis, que encerrou uma escrita de cinco anos de eliminações e derrotas neste tipo de decisão em que o jogador, o torcedor, o treinador e até o diretor botafoguense acreditava ser vítima de uma conjunção astral desfavorável. Tanto que na recente semi-final da Taça Guanabara o Botafogo fora eliminado novamente pelo Mengão, a exemplo de duas decisões recentes de campeonatos. E lá veio o Natalino gastar seu longo e eloqüente repertório de frases feitas ao dizer que penalti é loteria.

Seja como for, o Botafogo se classificou para a próxima fase, mas mostrou que precisa melhorar, e muito, se pretende alçar vôos mais altos tanto na Copa do Brasil como na Taça Rio. Para o Brasileirão então, nem se fala.

Que o time do Palmeiras é horroroso, ninguém discorda. Nem seus torcedores. Então, como explicar a vitória por 5x1 sobre o Comercial do Piauí, time que ousou levar os palestrinos para a 2ª partida na 1ª fase da Copa do Brasil?

As expulsões de dois jogadores do time nordestino. Embora o Palmeiras fosse melhor (e tinha que ser), a partida esteve difícil até os 6’ do 2º tempo quando houve a marcação de um pênalti e a 1ª expulsão de um jogador do Comercial. 1º gol do Adriano Michael Jackson na partida. Aos 10’ o Comercial perde mais um jogador, em lance tão esquisito que até o árbitro se atrapalhou na hora de dar o cartão amarelo, que no caso, foi o 2º para o jogador do time piauiense. E, não tenho certeza de que tenha sido merecido.

Daí, com dois a menos o Comercial seria uma presa fácil certo? Errado. O Palmeiras ainda levou uns dez minutos para conseguir marcar o 2º gol, novamente com ele, "Michael Jackson". Logo após, mesmo com menos dois, o Comercial dá a resposta e num belo contra-ataque faz o 2x1, gol de Binha. Só que jogar com menos dois tem o seu preço e daí em diante só deu Verdão. Com mais dois de Adriano "Michael Jackson" e um de Gabriel Silva.

Já na "Ilha de Lost", em "Hell Sífilis", um "Leão-Sem-Dentes" cái de bruços ante ao "domador" Sampaio Correia. Não era melhor a diretoria desta turma do casaca recifense, que esquizofrenicamente veste-se de vermelho-e-preto, se preocupar mais com o jogo jogado, com a bola em campo, com o seu próprio time, ao invés de esperar canetadas ao deus-dará, e inventar trabalho para a já entulhada de processos Justiça Federal?

Para piorar, o Timbú, rival eterno (e também Hexacampeão, só que estadual - aliás, HEXA é Luxo), detonou um timeco do Amapá por 6x0. Trem descarrilado a parte, chamou-me a atenção a quantidade de ex-jogadores de segunda linha clubes daqui dos grandes centros, caso de Kieza, Bruno Meneghel e Sacconi, no Náutico Capibaribe.

Confrontos da 2ª fase da Copa do Brasil definidos (e que raios de calendário mais esquisito é este, com times fazendo o jogo de ida no dia em que outros fazem os jogos de volta?):
JOGOS DE IDA

16/3 (QUA)
19h30 - Paulista x Atlético-PR - Jaime Cintra
21h - Botafogo-PB x Caxias-RS - Almeidão
21h - Sampaio Corrêa x Santo André - Nhozinho Santos
21h - Ipatinga x Avaí - Ipatingão
21h50 - Fortaleza x Flamengo - Castelão
21h50 - Brasiliense x Ceará - Serejão
21h50 - Uberaba x Palmeiras - Uberabão
21h50 - Bangu x Náutico - A definir

17/3 (QUI)
21h - Horizonte (CE) x Guarani - Domingão
21h30 - Atlético-GO x Cortitiba - Serra Dourada

30/3 (QUA)
19h30 - Paraná x Botafogo - Durival de Britto
21h50 - ABC x Vasco - Frasqueirão
21h50 - Paysandu x Bahia - A definir
21h50 - Santa Cruz x São Paulo - Arruda

31/3 (QUI)
19h30 - Ponte Preta x Goiás - Moisés Lucarelli
20h - Grêmio Prudente x Atlético-MG - Prudentão

JOGOS DE VOLTA

29/3 (TER)
21h30 - Palmeiras x Uberaba - Pacaembu

30/3 (QUA)
21h - Guarani x Horizonte (CE) - Brinco de Ouro
21h50 - Flamengo x Fortaleza - Engenhão
21h50 - Ceará x Brasiliense - Castelão
21h50 - Coritiba x Atlético-GO - Couto Pereira
21h30 - Avaí x Ipatinga - Ressacada

31/3 (QUI)
19h30 - Náutico x Bangu - Aflitos

6/4 (QUA)
19h30 - Atlético-PR x Paulista - Arena da Baixada
21h - Caxias-RS x Botafogo-PB - Centenário
21h50 - Atlético-MG x Prudente (SP) (Arena do Jacaré)
21h50 - Santo André x Sampaio Corrêa - Bruno José Daniel
21h50 - Vasco x ABC - São Januário
21h50 - Bahia x Paysandu - Pituaçu
21h50 - Botafogo x Paraná - Engenhão
21h50 - São Paulo x Santa Cruz - Morumbi

7/4 (QUI)
19h30 - Goiás x Ponte Preta (Serra Dourada)

Fonte da foto: http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRl_xwN_9qEnmzVaBxHwYyCqdTw_Elcu6fmdD0nJcTu4WiBh6Y2fQ&t=1

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E Agora, José? Acabou o Clube dos 13?


Não é a discussão sobre o reconhecimento tardio, pela CBF, sobre Título de Campeão Brasileiro de 1987, que sempre foi do Flamengo, antes, durante e depois daquela competição. Nem é sobre a fatídica, cansativa, enfadonha e desnecessária arenga acerca da "Taça das Bolinhas", atualmente o grande “Pomo da Discórdia” do futebol brasileiro.

O racha dos Clubes, no Clube dos 13, com a CBF manipulando as cordas,é sobre algo muito mais básico, necessário e que todos nós dependemos e corremos atrás todos os dias. Dinheiro.

No caso, dinheiro sobre o direito de imagens nas transmissões de TV dos jogos do Brasileirão, a partir de 2012 e até 2014. O Clube dos 13 (União dos Grandes Clubes Brasileiros) criado por isso, num momento de falência financeira do futebol brasileiro, por conta dos desmandos políticos da CBF, da desorganização que era o campeonato brasileiro, e da necessidade dos Clubes formarem uma Liga (que não se concretizou), para gerenciar o principal campeonato nacional, de maneira lucrativa e transparente.

Não é à toa que o melhor campeonato nacional (antes da era dos pontos corridos) foi justamente a Copa União de 1987. Não é toa que a CBF, ao perceber o que os Grandes Clubes Brasileiros fizeram, virou a mesa e através de autoritarismo inventou uma regra nova, com um campeonato em andamento, o que a União de Grandes Clubes Brasileiros não aceitou, mas, com o uso de autoritarismo e força, ignorou o Campeão e o Vice-Campeão do Brasileiro de 1987, da Copa Libertadores de 1988, cedendo as vagas para campeões de um torneio menor, o tal de Módulo Amarelo, equivalente à segunda divisão do Brasileirão 1987.

O que fez o Clube dos 13 naquela época? O que adianta hoje, o reconhecimento pela CBF sobre o Título do Brasileirão de 1987, depois do Flamengo (e que Flamengo: Zé Carlos, Jorginho, Leandro Edinho e Leonardo, Andrade, Aílton e Zinho, Zico, Renato Gaúcho e Bebeto), ter sido impedido de jogar a Copa Libertadores de 1988?
O que fez o Clube dos 13 em 1992, quando o Flamengo se tornou Pentacampeão Brasileiro?

Recentemente o que fizeram alguns dos integrantes de tal Confraria de Clubes? Conseguiram equivalência de títulos que não começaram como campeonato brasileiro, não terminaram como campeonato brasileiro, não tiveram, em sua época propícia, comemorações de campeões brasileiros, mas, numa canetada, se tornaram equivalentes a campeões brasileiros.

Um destes clubes, duas vezes no mesmo ano, jogando duas competições tão diferentes que não poderiam se equivaler uma a outra, sequer a uma terceira competição cujo início só se deu em 1971.

O que fez o Clube dos 13 e o São Paulo após a decisão de entregar a fatídica Taça das Bolinhas para o clube do Morumbi. E isso após a CBF boicotar o Morumbi para a Copa 2014?

Enquanto isso, faz tempos que os times de maior torcida do país reclamam de suas participações nas cotas televisivas. Não pode o Flamengo com seus mais de 44 milhões de torcedores receber o mesmo numerário que oVasco, o Palmeiras e o São Paulo. É mera questão de lógica mercadológica. Se temos mais torcedores, temos mais consumidores, nossa marca é mais valiosa e devemos ser melhor remunerados. Simples assim.

Mais uma vez, O Flamengo foi ignorado pela Liga de Clubes (que nunca se concretizou, mas que seria, hoje, cinco anos mais antiga do que a mais rentável liga de clubes de futebol do mundo, a Liga Inglesa), que ajudou a fundar, para moralizar o futebol, para tornar os campeonatos mais rentável aos cofres dos clubes. Agora, num momento em que importantes negociações sobre direito televisivos dos anos futuros, tornaram a ignorar o time de maior torcida de futebol do Brasil e do mundo. E ignoraram também a segunda maior torcida.

Mas, como é bom ser a CBF. Não investe na formação do jogador, não tem os custos de contratação, manutenção, de jogadores e de estádios, não tem nem que lidar com as correntes opositoras de sócios de um clube. Ela é a CBF, dona do futebol nacional, porque assim os clubes, inclusive a União dos Grandes Clubes Brasileiros, o Clube dos 13, assim deixou que fosse. Ela, a CBF, que quando ainda se chama CBD, se não me engano, na época da ditadura, permitia que quando a Arena (partido governista nos Anos de Ferro), ia mal num estado, que se colocasse um time no campeonato nacional. E que quando a Arena fosse bem, um outro time também. E com isso tivemos campeonatos nacionais com aproximadamente 100 times. Ela, a CBF (já Confederação Brasileira de Futebol), que quando percebeu que perderia, até então, sua maior fonte de recursos, ao ver como os clubes, organizados, conseguiram fazer um campeonato nacional rentável, botou água no chopp dos campeões, iniciando este imbróglio sobre o campeonato brasileiro de 1987.

E ainda tem um clube pelego e ridículo, que continua chiando até agora, mesmo que tenha sido beneficiado, indevidamente, e sem aproveitar a chance que lhe caiu nas coxas, de ter disputado a Copa Libertadores de 1988 (é claro que não falo do Guarani, que vice no Brasileiro de 1986, foi injustiçado pelo Clube dos 13), e que ainda reconheceu o Título do Flamengo em 1987 quando entrou para o Clube dos 13.

Agora a CBF, que tem interesses nas cotas televisivas, e que tinha no Clube dos 13 seu contraponto, conseguiu, com castigos e afagos, separar os clubes, até então, mais progressistas do país. Um deles menos progressista internamente. Sob um regime ditatorial há anos e cujos diretores demonstram empáfia a toda oportunidade que lhes dão na mídia. O outro democrático (às vezes parece até que ao extremo), com uma diretoria mais ou menos renovada, mas que já cometeu erros crassos internos, de gerência, de política, e que agora pode ter obtido uma “Vitória de Pirro”. Espero que não.

Espero que os clubes que agora se desfiliam, ou se dissociam do Clube dos 13 se reúnam numa nova proposta de Liga. Não sei quanto vale, em dinheiro, um jogo do Guarani, mas, sei não vale o mesmo que um jogo do Corinthians, por exemplo. Não sei como ficarão as transmissões dos jogos pela TV aberta, ou os pacotes da TV fechada, com negociações para transmissões passando or uma entidade, um consórcio de clubes (a União dos Grandes Clubes Brasileiros – Clube dos 13 deve morrer após a cisão de hoje), e alguns clubes negociando unitariamente.

Não sei como isso afeta as transmissões por Radiodifusão, internet e celular. Não faço a menor idéia se os clubes dissidentes, ou os que ficaram no Clube dos 13, irão lucrar ou malograr prejuízos nos próximos anos. Ou se a partir de 2012 continuarei a ter a minha disposição um pacote mensal para poder ver todos e quaisquer jogos do Brasileirão, ou se eu quiser ver uma partida de futebol terei de ir ao estádio (sem beber, ou dirigir, sem fumar, sem transporte público eficiente, etc...) ou se terei de pagar fortunas por um famigerado “pay-per-view”, ou ainda, se nem esta opção teremos (aliás, pay-per-view é o cacete).

Sei que em 1987 o meu time conquistou o Tetracampeonato. Sei que o time de Recife é um campeão de papel e só (nem vencer uma disputa de pênaltis foi capaz de fazer, contra o injustiçado Guarani). Sei que o meu time, o Mengão Fuderosão, foi o primeiro Penta, em 1992 e que, após amargarmos uma longa fila, fomos Hexa em 2009.
Tudo isso, sem precisar de reconhecimento da CBF, sem a porcaria da "Taça das Bolinhas", sem ter de ver e ler sobre a cara-de-pau dos dirigentes São-Paulinos, signatários da União de Grandes Clubes Brasileiros, dos termos da Copa União de 1987, e parceiros históricos na oposição contra os desmandos da CBF.

Pior ainda é o presidente do São Paulo, antigo parceiro de lutas, mas que vem se revelendo o maior cara-de-pau entre os diretores do futebol brasileiro, numa entrevista, "xavecar" a presidente do Flamengo, com um discurso "pseudo-sedutor", em que afirma acreditar em seu charme e poder de convencimento para, numa conversa a dois, resolver a questão. E que vai mandar fazer uma bela taça para o Flamengo.

A famigerada "Taça das Bolinhas" até parece, para os clubes brasileiros, o mesmo que significa Jerusalém, para Judeus, Islâmicos e Católicos. Não vale nada e ainda assim vale tudo.

Ainda acho que deveria a diretoria do São Paulo ter entregado a “Taça das Bolinhas” ao Flamengo, como sinal de boa-vontade, na hora que a recebeu. E o Flamengo, em contrapartida, enaltecer o único "Tri-propriamente-dito", com uma réplica, no mesmo momento. Ou literalmente racharem esta porcaria, reconstruirem cada metade, e prestigiarem o primeiro Pentacampeão, o Flamengo, e o primeiro Tricampeão seguido, o São Paulo. Ambos são campeões jogando, com a bola rolando e tiveram direito à volta olímpica. De um "pomo da discórdia", que se faça uma divisão salomonica, e, com duas taças todos viveriam felizes para sempre (menos alguns poucos recifenses, coitados).

Poderiam ainda, ambos os Hexacampeões, e maiores campeões brasileiros (considerando-se apenas os campeonatos brasileiros propriamente ditos, pós 1971, e não seus equivalentes, ou seja, os campeões de papel), até lucrarem com tal atitude. Um jogo amistoso de entrega de taças e faixas, com Ronaldinho Gaúcho de um lado, Rivaldo do outro e participações de Zico e Raí; Silas e Andrade; Bebeto e Muller; e com Leonardo atuando um tempo por cada time (emprestado por nós, é claro).

Já sobre o futuro do futebol nacional, o que será, será!

Fonte da imagem: http://blogs.estadao.com.br/tragico-e-comico/files/2010/04/jt10_trofeu.jpg

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Na Estréia da Estrela, Brilham Os Coadjuvantes.


Ronaldinho Gaúcho (foto), estreou. Até jogou bem, recebeu a braçadeira de capitão do Léo Mouro (ato que considero desnecessário), fez jogadas de efeito e foi fominha nas bolas paradas. Como o time não é só ele, e como temos um bom projeto de atacante se formando (Wanderley, que mesmo na reserva já é o artilheiro do time na temporada, com 4 gols), vencemos o Nova Iguaçu por 1x0 e estamos a uma vitória (acho que um empate basta) para a classificação às finais da Taça Guanabara.

Foram três semanas de espera, após a contratação, para vermos Ronaldinho em campo. E ele correu, deu carrinho, bateu faltas e escanteios. Tabelou, armou, até não se pode dizer que jogou mal. Mas quem resolveu foi o Vanderley.
O Nova Iguaçu, apesar de time pequeno, chegou invicto ao confronto, e valorizou ao máximo a vitória rubro-negra. A ponto de ter sido do time laranja da Baixada a melhor chance de gol no 1º tempo.

O jogo em si foi até preocupante, com Renato jogando preso na lateral esquerda, Tiago Neves quase sumido, Deivid desaparecido e sobressaindo o poder de marcação de William. Nem Léo Moura tentava jogar. Até que veio o 2º tempo e o ex-capitão (aliás, porque não continuou sendo o capitão), voltou a avançar e tentar as jogadas pela direita. Entraram Bottinelli e Wanderley. E o garoto centroavante parece ser a melhor esperança do Fla na temporada. Com ele o time tem jogadas de ataque. Ele mostra vontade a cada jogada.

Mas só depois que voltamos a ter um lateral esquerdo, Egídio, este tocou para Tiago Neves centrar, a bola é desviada pela vaga laranja, o goleirinho cai errado e Wanderley, como bom centroavante, pôs a pelota nas redes. Ronaldinho Gaúcho só assistiu o gol que deu a vitória ao Fla, em sua estréia pelo Mais Querido.

Festa para o astro estreante após o apito final. Beleza, estavámos todos esperando por isso, mas, a partir de agora, a estrela tem que jogar bem para justificar não apenas o polpudo din-din (e haja $$$$$$$$$$), e sim todo o carinho e esperança nele depositadas.

Que o R10 jogue para o time, e não o time em função dele.

Na Pré-Libertadores, o Grêmio fez o dever de casa com dois gols do ex-rubro-negro Vinícius Pacheco, de virada.

Já o Corinthians amargou um vexame e se tornou o primeiro time brasileiro eliminado na fase Pré-Libertadores. Com isso o Timão ficará, em 2011, reduzido a apenas dois campeonatos. O Paulistão e o Brasileiro. Idiotices da CBF a parte, incompetência do Corinthians, que não fez o dever de casa, e ainda se tornou presa fácil para um time colombiano muito menos expressivo.

E para não terminarmos de maneira melancólica, nada como a alegria de uma nação cujo tamanho é impossível mensurar. A qual emana alegria desde cedo, antes mesmo de debutar. Parabéns aos jovens vencedores rubro-negros, campeões da "Copinha" (Copa São Paulo de Juniores).
Se o Menguinho foi o campeão do primeiro título do ano, ninguém segura o Mengão!

Fonte da foto: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/11936

sábado, 22 de janeiro de 2011

E, Para o Flamengo, Começou Bem o Ano Novo. Pena Que Para o Rio o Ano Tenha Começado Tão Mal.



Com as contratações de Felipe, Thiago Neves e, a mais importante, de Ronaldinho Gaúcho, o Flamengo se armar, quem sabe, para ganhar quatro campeonatos neste ano, o que seria façanha inédita em entre clubes brasileiros.

Graças ao calendário bizarro dos times brasileiros, a equipe que disputa a Libertadores fica alijada de uma competição nacional. A Copa do Brasil. Já os times que disputam a Copa do Brasil, disputam, além do Campeonato Estadual e do Brasileirão, a Copa Sul-Americana, o patinho feito das competições estrangeiras no cone sul, mas, que ganhou status após classificar seu campeão para a Libertadores do ano seguinte e que, bisonhamente, é disputada após o término da Libertadores, e não durante ela, como acontece com a a Champions League e a Europa League (ex-Copa da UEFA).

O Fla já começou bem o Estadual, vencendo o Voltaço por 2x0, gols de dois estreantes. Vander e Wanderlei. E o melhor, jogando bem, com esquema tático ofensivo, num 4-2-3-1 que lembra (muito mal comparando), o Barcelona e a Seleção Espanhola, campeã em 2010.
E na Copinha (Copa São Paulo de Juniores), tudo bem também. Flamengo na Semi-Final, após despachar os favoritos Cruzeiro, São Paulo e Coritiba, respectivamente os últimos campeões sub-20 da mesma Copa São Paulo, do Brasileiro Sub-20 e da Taça BH.

Mas, novamente, o Ano Novo começou muito mal. Se no ano passado a tragédia foi em Angra, neste ano, foi na Região Serrana. A maior catástrofe natural nacional. Com vários erros dos poderes públicos, é verdade. Prefeituras erraram, a ajuda do Estado foi dificultada, o que chegaria de verba federal para as cidades, via PAC só chegaria neste ano, centros de controle de meteorologia, apesar de serem de primeiro mundo não tinham comunicação com o s municípios, etc...

Até para a Copa e para a Olimpíada sobraram críticas, muito embora não haja nenhuma correlação entre fazerem eventos e preverem catástrofes. E ainda assim a Dilma, Cabral e Pezão foram lá... E não apenas para se solidarizarem.

De qualquer forma, infelizmente temos de lembrar desta que foi a maior catástrofe natural nacional, que destruiu Nova Friburgo, boa parte de Teresópolis, e atingiu Petrópolis, entre outros municípios menores do Estado do Rio, e outros tantos no Sul de Minas e em São Paulo.

O Alcoorooll é “Bebum” mas é do bem. Não é alienado e muito menos insensível. Sentimos pelas irreparáveis perdas. Doamos, na primeira hora, víveres, ainda temos doações por fazer e conclamamos todos que nos lêem a serem solidários e doarem o que puderem as vítimas das enchentes nas regiões serranas do Rio, Minas e São Paulo.

O Flamengo tem recolhido doações, o Vasco da Gama também, entre outros clubes, assim como outros pontos de coleta de doações, como os Batalhões da PM, do Corpo de Bombeiros e a Cruz Vermelha, entre outras instituições, e o (ainda?) jogador do Flamengo, Petkovic (foto).

Arrume seu armário. Sempre tem algo que não te serve mais, mas, que pode servir para alguém que perdeu tudo.

PS: Muito se fala em verbas, mas, um simples carro de som, no município de Areal, salvou muitas vidas nesta catástrofe.

PS2: Até a solidariedade parece esbarrar na burocracia de algumas cidades.

PS3: Alguns postos de doações não mais recebem roupas e víveres de qq tipo, apenas água.


Fonte da Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3WbSlJZ9q5VxIR5D1kAF-n97-6aidj9wOFLrong8K-K_sttIbNAo1_3v17OKVkCZ1aBoRG4-FqPg6tL51gIOcJKJdkXEhff1ORhGlC6ALJesr1_-sTeOJ5QdDaZqR0u_-sT8su2JBqtRN/s1600/pet+14+01.jpg

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


Um Ano Acabou. Viva o Novo Ano.

O ano de 2010 não foi um ano tão bom assim e por isso não deixa nenhuma saudade. Para mim, no campo pessoal, um ano salvo pela minha princesinha, que foi a flor mais bela a florescer na última primavera. No mais, fica o registro de estar com os amigos no show do Manowar. E a maior oferta de cervas importadas (mesmo assim, algumas sumiram das prateleiras dos supermercados, como a Guinness e a Warsteiner Dunkel).

Ainda sobre 2010: Ok. Mais um clube carioca ganhou o Brasileirão. O Fluminense, depois de 26 anos de fila, mas o desempenho do Fla beirou ao patético (qualquer semelhança com o “Patético Mineiro” não é coincidência), o Botafogo quase chegou, mas quase não é suficiente enquanto o Vasco foi apenas medíocre.

A Seleção deu vexame na Copa, mas a CBF (mais uma vez) fez uma cagada daquelas, equiparando títulos anteriores ao do primeiro Brasileirão (1971), misturando ainda “alhos com bugalhos”, “joio com trigo”, ao declarar equiparados campeões de um Taça Mequetrefe com os campeões do Robertão. Diminuiu com isso o valor de ambos, considerados os torneios nacionais pré-campeonato brasileiro, mais importantes, e ainda assim díspares entre si. Tanto que o Palestra Itália de São Paulo venceu ambos no mesmo ano. Porqueria!!

O antes Absoluto Colorado protagonizou uma vergonha incomensurável no Mundial de Clubes (1 º Clube Sul-Americano a não decidir o título mundial contra um europeu). Mabembe foi o clube mais falado no último mundial, vencido, sem grandes dificuldades pela Inter de Milão, cheia de brasileiros, até então comandada pelo Espanhol Rafa Benitez, mas, que agora está sob a batuta do Leonardo (do Fla, do Milan), e que começou bem, com vitória, hoje, sobre a Napoli.

Assim começa o novo ano. Com a Inter (de Milão), fortalecida e rejuvenescida, pelo menos no comando, alguns clubes brasileiros brigando para repatriar Ronaldinho Gaúcho (Fla entre eles), Messi continuando a ser “O Cara” (apesar do pouco rendimento na Copa), Iniesta virtual melhor do mundo (Está entre ele, Xavi e Messi, todos do Barcelona, aliás, melhor time do mundo na atualidade), Nadal e Federer disputando amistosos pelo mundo afora, mas, 20210 foi de Nadal, a F1 sangrando e sofrendo de espasmos pré-morte, com tantas mudanças de regras e tanta polêmica sobre “jogos de bastidores”. De bom, apenas o fato de aumentarem o calendário para 2011.

Resta saber se haverá gente interessada em ver tal evento, dadas as palhaçadas recentes. E a Red Bull conseguiu seu título e fazendo o 2º campeão alemão de toda a história da competição.

No Roquerow, tivemos como melhor show do ano passado o meu, seu, nosso ex-Beatle, Paul Mcartney, e teremos em 2011 o Rock In Rio (meu Rock In Rio Card teve um probleminha para chegar mas já já chega), com direito a Metallica e Motorhead na noite metal, e Red Hot Chilli Peppers na noite Rock, entre as atrações confirmadas.
Além disso, teremos Maiden em março, Ozzy em Abril e Motorhead duas vezes (uma no Rock In Rio 2011, outra antes).

Sobre o U2, em São Paulo, recuso-me a escrever, após passar, duas noites, na frente do notebook, tentando por 3 horas em cada noite, conseguir ingressos, sem sucesso, e saber que esgotaram, apesar de triplicarem as datas em São Paulo e não arrumarem uma aqui no Rio. Eu, como cidadão carioca, recusar-me-ei a ter de me deslocar para assistir um show de rock. Venham a mim. E que acabem com esta hipocrisia de meia-entrada.

E que neste ano que mal começa voltemos a encontrar Guinness, Warsteiner e Carlsbergs em abundância, além das cervas produzidas nas micro cervejarias nacionais.

Assim como, que o Fla, após se reestruturar, tijolinho por tijolinho, renovando o elenco, dispensando um monte de ” mulambo-chupa-sangue” (com exceção do Pet, é claro), consiga ganhar logo o Carioquinha de cara e a Copa do Brasil, para depois alçar vôos mais altos e mais ambiciosos. Se bem que a Copa do Brasil, este ano, conta com a presença do São Paulo e, talvez, vejamos o confronto entre os maiores campeões brasileiros. O Clássico dos Hexas.

Um Feliz 2011 a todos, menos aos Palmeirenses e Santistas que foram equiparados a OCTapetões, sem nunca terem sido (e nunca serão!), e aos torcedores dos times que serão rebaixados no final do Brasileirão 2011 (Para estes últimos um Feliz 2012).

Que 2011 seja repleto de comemorações rubro negras, como esta da foto (fonte: http://topjoy.wordpress.com/2010/12/04/rio-reveillon-2011-praia-de-copacana/reveillon-copacabana-2011/).


Fonte da Imagem: Conforme "post" acima.
PS: E agora temos uma mulher, ex-torturada, presidente. Ou seria presidenta? Que se dane. Viva o Brasil.